sexta-feira, 19 de março de 2010

Dois ou três amigos me pediram pra atualizar.
Vou dar uma de metida e responder por aqui que: quero e vou!
Em breve...
Só não quero estragar uma história que está na cabeça por usar demais a boca.
Vamos dando tempo ao tempo e esperar que a estação mude e arrume a direção do vento.

Ia postar textos velhos e cheios de poeiras, porém da última vez que me atrevi, dois ou três amigos comentaram - pessoalmente - que ando muito sentimental e querendo o cargo de colunista da Capricho.
Gosto de comentários de blogger, no blogger.
E por ter apenas dois ou três leitores, vou evitar coisas alá coluna da Capricho.

Escrevi um texto muito triste nos últimos dias, coisa triste é fogo!
Coisa triste se você fotógrafa, escreve ou de alguma forma imortaliza, acaba servindo só pra demorar a cicatrização ou agravar o problema.
Xííííí, xôôô, xiuuuu!
Li e queimei


Bom, bem... fui!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Meio- dia na macaxeira,
Voou para a cidade do sol,
E lá acontecia,
Esculturas, samba e mangue.


A explosão do Chico Science e a exposição de cores fez uma senhora chorar, um menino sentar e uma Ana escrever.




domingo, 17 de janeiro de 2010

Era uma vez, um príncipe e uma princesa...


A princesa conheceu seu príncipe em uma destas festas típicas de fevereiro.
O príncipe e a princesa não se completavam, eram um só... eram iguais.
Gostavam das mesmas festas e cálices... eles até que se gostavam...
Faziam planos de irem juntos para o reino muito, muito distante e viverem felizes para sempre
Acontece que eles moravam em terras distantes.
A distancia não diminuía o amor, mas aumentava as diferenças.
O príncipe era muito rebelde, tinha um discurso digno de platéia, uma vontade de mudar o mundo, mas não pensava na possibilidade de mudar o seu jardim e muito menos suas idéias... a princesa se apaixonou por tudo isso...
Eles se conheceram quando ela pensava, discursava como o príncipe e não fazia nada, como ele.
Ele achava a princesa muito bonita e inteligente, gostava dos defeitos perfeitos dela, fez até ela jurar certa vez em sua carruagem que ficassem juntos pra sempre... ela sorriu e jurou de todo o coração...ele gostava de ver ela sorrir...
Todos do reino, inclusive os bobos, apostavam que juntos eles ficariam...
Um dia a princesa foi ao encontro do primo do príncipe acreditando que lá encontraria o amor de sua vida, ele não estava...
O príncipe sempre foi muito preguiçoso, e lá ela ficou a beber com o primo do príncipe, perdeu a noção e acabou confundindo a imagem do nobre amigo do primo com o seu príncipe e cedeu aos encantos, quando o nobre a soltou ela suspirou e ao abrir os olhos viu que de seu príncipe não tinha nada, se pôs a chorar e foi-se embora.
Chegando ao reino, falou com sua dama de companhia que lhe recomendou contar a verdade para o príncipe, antes que ele soubesse por terceiros...
Infelizmente ela o fez.
Mandou-lhe uma carta e disse tudo, tudo o que não deveria...
Ela não pediu desculpas, não disse que o amava, mas ficou tão claro na carta que estava aflita e que se arrependia, o problema que ela deu ao entender as desculpas e que o amava, mas não disse...
A princesa era dura, era daquelas que todo mundo sabe que ela ama, inclusive ela, mas prefere viver na ilusão de que a sua é a única companhia indispensável...
Pobre princesa privou-se do choro, dos dias mais incríveis da sua juventude, por medo...
A princesa era medrosa e o príncipe burro.
Ele não tinha a menor sensibilidade, fingiu que ficaria tudo bem, mas não ficou, não até ele se vingar, e cativar a filha do padeiro, que era muito bonita, mas não era a sua princesa...
Depois dos defeitos reais dos príncipes irreais, a princesa deu uma festa em seu castelo e o príncipe apareceu...
A princesa mal queria saber do príncipe, e poi-se a beber...
Bebeu e viu no príncipe um nobre, mas quando ela abriu os olhos e viu que não era largou o príncipe que então seguiu para seu reinado em sua carruagem com seus súditos e amigos.
Depois de alguns dias chega uma correspondência, a princesa responde...
Mais por falta de ocupação do que paixão e se diverte, e até sente falta das juras que ficariam juntos por toda a sua existência, as jura que já não existem...
O príncipe tenta conter-se, mas deixar escapar uma jura ou outra
A princesa tenta conter-se, mas acredita em uma jura ou outra
O Reino da princesa passa por algumas crises que não permitem mais a comunicação com o príncipe, o nobre ou qualquer outro.
A princesa então resolve se por a ler as cartas do príncipe e a lembrar das suas...
E então, ela nota que o que os separou foi a mudança.
A princesa muda como a estação, só que mais vezes por ano...
A princesa é muito indecisa, mal sabe o que quer...
Faz planos os quais o príncipe sempre está... Está à espera dela terminar o seu para viver o seu próprio.
Princesa egoista!
Ela gosta dos sonhos dele, mas já não sabe se são os dela.
Ele sonha em ter uma vida tranqüila, sonha os sonhos que juntos eles sonhavam.
Ela quer conhecer outros reinos e até participar de um espetáculo do qual estão acostumados a ver... ela quer participar...
Ela quer coisas das quais o príncipe não quer nem saber.
Todos acham que ela abriria mão das viagens a reinos distantes, caso ele resolva passar mais algumas vezes em seu reino, a princesa não concorda muito com isso...
Ele reclama que ela não vai ao seu reino.
Ela não vai.
Ela muda.
Ele não.
A princesa mudou por culpa do príncipe, e ele não gosta muito disso...
Ele gosta é da velha princesa
A princesa gosta da nova, mas também gosta do príncipe que é um só.
Ela só não sabe se é por falta de comunicação somada a nostalgia, ou se pelo numero de escolhas que ela tem.
Ele a mesma coisa.
Tão vaidosos esses príncipes e princesas dos reinos de hoje. Esses dois são com toda a certeza.
Ele não acredita no amor dela e odeia seu próprio amor.
Ela ama o amor dele e não suporta a idéia de viver sem seu amor próprio.
Assim deu-se o fim.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Poc!

Chegou a hora de fazer aquelas velhas novas promessas
Fazer as simpatias das nossas tatarávós que ninguém sabe se funciona, por que ninguém tem coragem de deixar de fazer
Rezar e acreditar que o próximo ano será tão ou melhor do que você está deixando para trás.
É um tio/amigo/irmão reclamando do ano que foi ruim enquanto outro festeja sem parar.
É a mãe gritando pra parar de reclamar no último dia do ano, se não dá azar.
É o cunhado bebado e você também.

Enfim, é aquela velha ladainha e sempre tem festa...
... graças a Deus!




Boa virada para todos nós (:

terça-feira, 24 de novembro de 2009




Hoje tenho em mim um sentimento de luto, luto por meu computador.
Velho, coitado...
Mal se aguenta das pernas, se é que a essa altura ele ainda tenha uma única que seja.
É um dos meus maiores amores - se não o maior deles.
Ajudou-me tantas e tantas noites a traduzir minha vida, alma ou músicas na Internet.
Noites essas que duraram cerca de nove anos, o que é muito na vida de um computador.
Lembro que era eu uma mocinha, cocota mesmo, de dente de leite e pés no chão quando ele chegou.
Foi um alvoroço só, um computador de última geração para a geração da época e eu na curiosidade dos meus onze anos comecei ali a passar noites a fio frente ao computador.
Aprendi a escrever na escola e desaprendi com ele.
Reaprendi depois é verdade.
Criei tantos perfis em sites de relacionamento, marquei tantas festas, vi tantas fotos, descobri tantas músicas..tudo por ele...
Éramos nós inseparáveis, amigos de dividir a janta, almoço e café da manhã, de contar segredo, de espalhar novidades e manter amores;
Amigos em chuva e sol, menos de trovoada... ele tinha tinha pavor de trovão.
Confessou-me algumas vezes antes de eu desatar-lo o medo da morte por trovão, medo esse que não levará a sério, até um acidente que o deixou encostado por duas semanas.
Desde então, sempre que era dada a largada para uma trovoada daquelas, enquanto minha mãe rezava para a árvore não cair em nossas cabeças, corria eu em auxilio do meu grande e querido amigo.
Durante todos esses anos teve ele cara nova a cada lua, independente de ser lua nova, cheia, outrora, mania de mudar essa que acabei eu adquirindo com o tempo.
Deu-se que a velhice de seus software, hardware e todo o resto, resolveram como que num complô unirem-se a um vírus que o impedia de cumprir suas funções básicas, coisa que seria resolvido com sua milionésima formatação.
Acontece que de uns tempos pra cá o computador velhinho entrou na puberdade e passou a ter vontade própria, vontade que deixou seu Uzeda, pai de cinco filhos que já passaram da puberdade, enfurecido.
Tanto o deixou maluco que resolveu trocar o computador velhinho- que chegou bege e agora encontra-se cinza na sala de estar, por um pretinho de última geração.
O pobre computador velhinho ainda não sabe do seu fim, não sabe que hoje é seu último dia aqui e eu covarde que não hei de contar.
Vou junto aos outros esperar pela chegada do negrinho novinho.
Passo, olho, ele me olha de volta e sorri. Dou um sorriso amarelo e digo que ando cansada e evito o contato, ele grita atenção e pergunta o que tem feito de errado e logo se justifica que não anda tão veloz quando a nove anos atrás, mas que promete que só mais uma formação e tudo voltará ao normal.
Digo que tanto faz, não é nada e vai passar.
Ele acredita e diz para eu descansar para logo que voltar ver o msn novo que tenho para baixar.
Sorrio e deito no sofá, finjo que durmo até que durmo de verdade.
Sou traidora, sei disso, mas o que posso eu fazer, afinal?
Não sou lá nem cá muito moderna, entendo bem de tecnologia, mas é só olhar para meus eletrônicos pessoais que logo verá que prefiro a manivela - sempre preferi.
Tenho no meu quarto um som que tem um belo toca-fita.
Acho tão charmoso o envelhecimento das coisas, como acho charmosas as manchas no velhinho.
O pobre amigo, sabe disso e fica lá, no seu cantinho cansado, mal se aguentando das pernas, se é que ainda tem uma, todo seguro de si, com a certeza de que nada irá lhe acontecer.
Me sinto um monstro e nada faço.
Espero a chegada do computador preto, para poder vestir o meu e finalmente ficar de luto oficialmente.
Fomos mais do que amigos, fomos confidentes. Somos.
Somos só até essa noite e ele a essa altura sabe disso, depois de eu fazer um desktop de todo o computador, ele deve ter notado ou só anda cansado e por isso do sorriso amarelo.
Eu nada faço pra descobrir o que acontece e me sinto um monstro.
Um monstro com um sentimento de luto, luto por meu computador, computador por qual não luto.
Não luto, fico de luto.
Sendo assim torna-se um antecipado e covarde luto.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Uma das coisas que mais me revolta e sinto falta.
Revolta por que ninguém tem a moral de parar pra conversar com quem tem sempre algo pra dizer.
Revolta daquelas que não quero corrigir em mim ou pregar para os outros.
Sei que não posso e nem devo se quer pedir pra qualquer um ou todos pararem pra conversar, mas eu gosto e o que mais me revolta é quem tenta mudar e me podar quando quero uma conversa sincera ou só uma filosofia rápida.
Sinto falta das idéias que eu trocava ou só das coisas que eu escutava quando alguém tinha alguma coisa pra me dizer, mesmo que fosse um súbito protesto do preço da cerveja.
Todo mundo acha que a cada aproximação é só dinheiro pra bebida e reclamação da vida.
Hunf! Quantas vezes que fui parada pra dividir uma bebida pra celebrar á vida.
Quantas vezes que eles me salvaram de mim mesma com um conselho solto, um abraço apertado ou elogio barato.
Poetas dos asfaltos, me fazem tanta falta...
Geralmente são os mais corajosos e sábios entre a maioria.
Já conheci cada um nessa minha vida, um falava francês, outro entendia de matemática, outro tinha vindo do pará e encontrou jesus na cachacinha e agora quer voltar pra sua terra, entre tantas outras histórias...
Quase todos vem chegando falando polonês e quando se vai levando a sério a postura muda, o português domina a conversa e me dou conta de que muitos deles poderiam dar palestras por aí ou só aula de etiqueta pra alguns conhecidos meus.
Não to querendo com isso divulgar nenhuma campanha humanitária, é mais um bem pessoal.
Só me deixa enjoada fotos como essa em álbuns engraçadinhos de playbozinho descolado com legenda nada criativas em orkut por aí, enfim...
Está foto me pediu um texto, não sei se eu o fiz a altura da importância que é merecida, mas tentei traduzir o melhor que pude o sentimento que tenho com as lembranças das conversas e celebrações que essa foto me remeteu.
Vai ver que a carente sou eu, se for - sempre sou muito bem ouvida ou ouvinte quando preciso.
E ao escrever me deu saudades dos poetas urbanos e do poeta Andrade.
Imagino que talvez que a atenção que o Carlos D. Andrade tenha sido uma das maiores que a maioria recebe por aí.
E pensar nisso vejo que é uma das coisas que mais me revolta e sinto falta.

domingo, 8 de novembro de 2009

Lembra que eu disse ter montado uma coleção de Bijuterias?
Comentei no Twitter, lembra?
Então, agora ela tem cara e nome.


Aproveito o tempo ocioso e crio coisas coloridas. Só conctactar perpetuavalentina@hotmail.com ou 46397044/ 71751718, que eu colo aê! rs

Alguém tem por comida em casa ;)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Seja um idiota

A idiotice é vital para a felicidade.





Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos.
E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele.
Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer?
Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria.
Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?



Arnaldo Jabor



Do meu baú para a Kamila (:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mafalda


Um dos meus cartoons favoritos.
Deverão surgir mais, conforme for lendo o livro louco do Mundo de Mafalda.

sábado, 19 de setembro de 2009

Calçando o meu 37

Depois da piada má sucedida com a música da novela A viagem comemorando a volta do computador e as idéias para o blogger, as coisas mudaram.
Acho que pra melhor, mas vou ter que deixar algumas coisas para trás.
O blogger é uma delas.
Nunca quis que isso fosse um diário, me esforcei ao máximo pra isso até agora.
Bom, o fato que não tenho escrito diário, poesia, prosa ou qualquer outra coisa que preste faz algum tempo e descobri o porquê.
Descobri que não me falta felicidade, amigos e sites com poesias e pensamentos incríveis.
Falta um pouco de Ana em mim.
Não sou lá muito rebelde, mas estava me deixando dominar, estava calçando o 36 com o pé sedento do número 37.
Antes era mais um incômodo do que uma dor, depois fui sendo podada - e sem notar- ao ponto de pensar na possibilidade de arrumar um emprego como auxiliar de empresa ou ajudante de administração, profissões incríveis, dignas de todo o respeito.
Mas com todo o respeito e pouco peito que tenho, não vejo a menor graça no cotidiano comum que tem as ajudantes de administração e os auxiliares de empresa, e depois de algum tempo em casa, ouvindo os mesmos CDs, lendo os mesmos livros e vendo as mesmas pessoas tava perdendo peito e ganhando peso e o pior emburecendo.
A Ana acabou perdendo o A maiúsculo, o pique e a revolta.
Não gosto de ser serena e acomodada do jeito que eu estou.
Foi então, em uma linda tarde de sei lá que dia que vi uma oportunidade de sair daqui, não me lembro como, sei que surgiu a chance de mudar de sapato e andar do jeito que eu gosto, então eu o fiz.
Peguei meus lenços, documentos, os mesmos CDs e livros de sempre e fui viver perto do mar.
Não sei quando vou voltar e como vou fazer pra viver por lá.
Quanto tempo eu vou agüentar? O tempo por si só dirá.
Vou um em busca mais do que só liberdade ou responsabilidade, vou atrás da ana, da Ana com o maiúsculo.

Boa viagem pra mim e sorte para todos nós.