Carolina se apaixona
Carolina não se apaixona,
Carolina ama;
pouco.
- porra...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Encontrei a vida, assim, sorrindo no centro, na esquina, na avenida.
Ele me veio de boina, bengala e sorriso, me pegou pelo braço e antes que eu dissesse qualquer coisa, me disse para
acreditar no amor,
Me disse dos seus.
Contou que o dele hoje vêm acompanhado com sono e banho de tarde na banheira,
Banho pra jogar conversa fora - os banhos são de hoje, mas o amor é de longe.
Me contou de como a arquitetura mudou nesses últimos 96 anos.
O quanto tem visto e quanto eu vou ver!
Em um quarteirão, me definiu a medicina e a tecnologia.
Comentou que caminhar faz bem, mais pra cabeça do que para as pernas, já que cedo ou tarde elas precisarão de apoio.
- Dá certo, é só saber fazer.
Me disse também que com o tempo a gente pode perder a visão,
- mas aí é só assumir as lupas!
Chegando à esquina do fim da conversa, ele diz:
- A vida é cheia de coisa, só não se pode ter medo, não tente adivinhar, apenas
sinta, vibre, sinta de novo, mas vós não sentardes... só quando for tarde... na banheira...
Por enquanto fique contente!
Eu sorridente,
fiquei num estado de graça,
e sem medo parti, de pé.
Vibrando.
Me senti o cego levado por Amelie.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Minha maior lembrança de mim sempre foi ter duas pessoas num corpo só.
Sou duas caras, corações, vários gostos e um corpo só.
Vivo satisfeita, mas por vezes me perco nessa confusão que essas duas fazem na cabeça central.
Sempre foi uma confusão organizada e ainda é.
É que ontem eu notei que uma delas tá querendo ir embora
Deixo-a ir?
Solto as pedras do calcanhar e faço que não vi?
E aí?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Hey, viu... virou...
Foi-se gente
Fui-me embora e voltei pra mim.
Veio gente e cheguei em mim.
Me descobri, me respeitei, mudei o cabelo e perdi peso
Peso de alma.
Aprendi, esqueci e lembrei
Lembrei das orações que aprendi com a minha vó aos nove
Esqueci das rebeldias sem sentido dos dezenove.
Aprendi o que é preciso fazer para ter todos os móveis no lugar quando eu chegar aos vinte e nove.
Demorei
Mas desamadureci
Me permiti, timidamente a coisas novas, gostei das novas experiências e de ter os velhos hábitos de volta.
Me entreguei de alma a gente sem corpo.
Entreguei o corpo enquanto fez sentido
Comprei alguns vestidos
Voltei a ter segredos meus
Gostei do meu lado bom e agora deixo gritar o lado humano.
Hoje eu choro menos e as aflições vão direto pro estômago
Agora eu me aceito, me cuido, me respeito!
Horóscopo ainda faz meus dias
Tarot continua me mostrando o futuro
Umbanda o caminho
Mas no final, as somas e perdas são resultados das contas que eu faço.
A saudades do Gustavo ainda é do mesmo jeitinho
Continuo rindo dele, dos outros e de mim
Pensar nele ainda me faz chorar.
Descobri que o fim da festa é minha parte favorita,
Tão gostoso a casa calma, risada virada e as fotos na cabeça.
No fundo eu sou um sentimental...
...saudosista e nostálgica até o último fio de cabelo ou ponta da unha do pé
Amores que eu pensei ser de uma vida, não passaram de um ano
Amores de anos voltaram pra minha vida, assim de repente, como mágica...é sempre tão mágico...
Há amores que nunca foram e rezo que nunca irão.
Não gosto de conflitos, atritos e coisas com itos no final, não me soa bem, é um soco no estômago
E haja balsamo no quintal, pra tanto ito que no mundo existe.
Mas tem jeito não, me misturo nessa coisa toda.
Neste misto de pessoas que vejo,
Me misturo com elas e sou um milhão de coisas em uma pessoa só.
Me aprendi a conviver com esse turbilhão de coisas que aparecem pra todo os lados que eu olho.
Isso acho eu...
Comecei a usar óculos e notei que algumas pessoas mudaram,
a cor, o tom, o dom...
O que era feio ficou bonito e o bonito ficou opaco
O que era feio ficou bonito e o bonito ficou opaco
Tem tanta gente bonita que é feia
Tanto feio de causas e coisas limpas
e tem feio que é feito, feio mesmo.
Meu ponto de vista mudou
Tanto feio de causas e coisas limpas
e tem feio que é feito, feio mesmo.
Meu ponto de vista mudou
No fim, eu sempre me sinto no começo e nesse meio de vida,
celebro com a alma leve e olhos limpos, esperando o fim da festa.
domingo, 7 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Só peço, á você, uma favor se puder, não me esqueça num canto qualquer...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
''Que bom é ser
qualquer coisa, assim, ao léu,
uma pluma de vender,
um pensamento, um chapéu,
enfim ser, tão-somente isto,
ser apenas pelo meio,
ser um nome, ser um misto
de ancoragem ou de enleio,
ser nada (não é possível)
ser tudo (mas é demais)
ser então o indefinível
nem tão pouco, nem demais.''
Armindo Trevisan
qualquer coisa, assim, ao léu,
uma pluma de vender,
um pensamento, um chapéu,
enfim ser, tão-somente isto,
ser apenas pelo meio,
ser um nome, ser um misto
de ancoragem ou de enleio,
ser nada (não é possível)
ser tudo (mas é demais)
ser então o indefinível
nem tão pouco, nem demais.''
Armindo Trevisan
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

[...] Talvez você não tenha vindo aqui por livre escolha. Talvez as dificuldades da vida lhe tenham indicado o caminho. Quem sabe, a curiosidade natural que invade seu coração.
Mas não importa. Você está aqui. E nós, também.
Queremos esclarecer a você que neste recinto reina a disciplina e o respeito por nossos guias e pelas leis da Umbanda.
Aqui se pratica a caridade e, por isso mesmo, não se cobra nada pelas orações e pelos conselhos que aqui são prestados. Somos trabalhadores do Pai Maior e não temos outro objetivo que não seja servir de instrumentos para que os guias realizem seu trabalho. [...]
Assinar:
Postagens (Atom)



